sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O Joy e a sua família.




Hoje vou falar-vos um pouco sobre a família do Joy.

Talvez seja esta herança familiar uma das razões pelas quais ele tem estes comportamentos aventureiros.

O pai e a mãe do Joy são um casal que aparentemente tem uma vida normal. Joel, o pai do Joy, conquistou Madalena quando ela ainda tinha 18 anos, era novinha e protegida pela família, muito bonita, com olhos azuis, cabelo loirinho, um sorriso tímido mas ao mesmo tempo muito penetrante, capaz de hipnotizar e fechar um girassol antes do pôr-do-sol.

Joel era um galã, com olhos verdes, cara fininha, um piscar de olho arrebatador e um olhar confiante. Tinha uma micro empresa de construção civil, um Toyota Celica, para passear ao domingo, colocava sempre brilhantina no cabelo e quando tirava o maço de cigarros do bolso da camisa vinham agarradas 4 ou 5 notas de 10 contos.

Estava ali um marido de sucesso, Madalena era invejada pelas amigas, Joel era o homem perfeito!

Desse casamento surgiu o Joy! Fazendo bem as contas, talvez tenha surgido uns tempos antes do matrimónio. Muito mais tarde, nasceu a pequenita Joana, já o Joy era adolescente.

Com a crise que se instalou na construção em Portugal, Joel teve de ir fazer obras para Espanha, davam dinheiro, mas era desgastante, só regressava a casa ao sábado à noite e partia à segunda-feira de madrugada, às vezes partia até ao domingo. Coitado!!!

Madalena tratava da família, era doméstica, ou seja, tinha a obrigação de manter os filhos bem educados, bonitinhos, fortes e saudáveis. Dava carinho ao marido quando ele estava em casa, saciavam os apetites sexuais e iam às compras e jantar fora! Nada de férias porque havia trabalho árduo no país vizinho.

Numa tarde de um domingo qualquer, estava o Joy, o Tim e o Baltazar a tomar café numa pastelaria lá na Vila onde moravam, em amena cavaqueira. Na altura o Baltazar era o bem-sucedido do grupo. Chefe de 30 profissionais, 2 dos quais engenheiros e muito mais velhos que ele, um orgulho! O Baltazar estava no topo da carreira para um profissional da sua idade, logo todas as conversas tinham de ser lideradas por ele. O Joy não estava a gostar de ficar para trás, não era o centro das atenções e então, para reverter a situação, mostrou as fotografias do carro novo que uma senhora de uma Vila próxima tinha e disse:
- Este vai ser o meu próximo carro, pois já elaborei uma estratégia em conjunto com o meu pai para convencer a minha madrinha a oferecer-me este carro.

Responde de imediato o Tim:
- Mas é um Audi TT, e essa não é a tia Elvira, não é a tua madrinha!!!!!!
O Baltazar sorriu ao ver a cara de inocência e admiração do Tim, ele sabia mais alguma coisa, e disse, gozando com o Tim e admirando o Joy:

- Já não te chega cravares essa roupa de marca que vestes à amante do teu pai, e agora queres o carro dela também? Que vais dizer à tua mãe se apareceres com esse carro em casa?
O Joy responde de primeira:
- Digo-lhe que mo emprestaram, invento que foi uma rapariga que gosta muito de mim…

- Tá bem! Coitada, ela também acredita em todas as mentiras do teu pai, só será mais uma…

O Tim estava perplexo com aquele diálogo, a sua mente estava completamente fora do assunto, e pergunta meio a gaguejar:

- Mas o teu pai tem uma amante? E tu sabes? E ela dá-te prendas? E como é que a tua mãe não sabe? E que pensa a amante do teu pai de tudo isso? Não se importa? E quando está com ela, já que ele só regressa ao sábado de Espanha e vai embora domingo à noite?

- Calma Tim, o Joy já te conta tudo… - Acalmava Baltazar com estas palavras, o pobre e inocente do Tim, ao mesmo tempo se ria de mais uma história maquiavélica que envolvia Joy.

Então Joy explicou tudo:

-O meu pai regressa de Espanha às sextas, viaja de volta para lá só à segunda, e tem semanas que nem vai ao país vizinho!

O Baltazar apodera-se então da conversa e, demonstrando que sabe de tudo, começa a contar ele a história, não fosse o Joy omitir algumas coisas.

- O pai dele tem duas mulheres, a mãe do Joy e uma cota com massa ali em Amarante, e mais, o Joel diz-se viúvo, que vive em casa dos sogros, daí não poder passear com a amante pela rua, nem traze-la até aqui à nossa terra. Para credibilizar tudo isto perante a cota, de vez em quando o Joel leva o Joy, e este artista além de confirmar a viuvez do pai, também aproveita para sacar umas prendas da nova “madrinha”!

O Tim abanava a cabeça em pânico com esta história, mas o Baltazar continuava, com a frieza que o caracterizava, contando a história, pensando que estava a abrir os olhos a Tim e ao mesmo tempo a humilhar Joy.

- A Sra. Madalena engole a história de Espanha, a cota vai na cantiga do Joel e do Joy, é bem natural que ainda vejamos o Joy a passear-se de Audi TT.

Mas, como o Joy ainda não estava satisfeito com a história, acrescentou um ponto importante para adquirir aquela viatura que iria deslumbrar todas as mulheres que lhe passassem à frente:

- Para a semana vamos jantar a casa dela e vamos levar a minha irmã, tal como tu disseste, para convencer a cota de que necessito da viatura. Direi que necessito do carro para levar e trazer a pequenina da creche.


PS: Esta história é baseada em factos reais, pode é ser um outro Joy!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Lemas...

- Joy, curte a vida sem limites...

- Baltazar, não desiste, apenas efectua recuos estratégicos...

- Tim, todas as pessoas são boas, até que, Baltazar lhe mostre o contrário...


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

NEM OS SANTOS ESCAPAM

Joy andava na universidade, a época era natalícia, faltavam umas semaninhas para as férias, e depois de um jantar com amigos da faculdade, resolveu ir à discoteca que ficava do outro lado da cidade.
Saíra do jantar já bem carregado.
Joy saiu de carro com o Baltazar, a acompanha-los seguia uma outra viatura com colegas de curso, da faculdade. Lá iam eles, numa grande adrenalina para chegarem depressa à discoteca, necessitavam de ver mulheres bonitas. Naqueles jantares, não era costume haver presenças femininas, e quando havia, não me querendo alongar muito na descriçao, mas não era bem a mesma coisa...
Joy não parava de acelarar, e depois de passar a ponte, olha de esguelha pelo espelho e de imediato vira à esquerda e pouparia 30 segundos se evitasse a rotunda. Mas de imediato pirilampos azuis ligam e colando-se atrás de da viatura do Joy, aceleram de tal forma, ultrapassam, e travam a marcha ao Clio do Joy...
Diz o Baltazar de imediato:
-Pronto, fizeste merda mais uma vez!
E o Joy responde:
- Fodasse, pensava que era o Raul e o Miguel, ia eu adivinhar que o carro que estava atrás de nós, era o da polícia.
Começou bem a noite, lá foram multados por traço contínuo. Só depois de sair daquela situação é que Baltazar pensou:
 -O polícia esqueceu-se de o mandar soprar ao balão!
Enfim, depois de momentos de paródia, motivados pela pequena aventura do Joy. Miguel perguntava, "então pa, n viste a polícia? O meu carro ia atrás da polícia, e ri tanto quando viras-te no sentido proibido, querias gozar com eles?". Isso pouco preocupou o Joy, e se a noite estava ali, era para ser aproveitada.
Foram copos, e mais copos, traços a passar, princesas a sorrir e biscatos a rolar.
A noite alongava-se, e lá estavam, Joy e Baltazar, sozinhos, tortos, e cansados, decididos a ir embora. Miguel e Raul já tinham ido hà muito tempo, porque alguém tinha de ir as aulas na manhã seguinte, e tinham de assinar a folha de presenças pelo Joy e tambem pelo Baltazar, porque estes dois figurinhas nunca vão a aulas madrugadoras.
Baltazar, com aquele ar imperial diz ao Joy:
-Embora...
Acabadinhos de sair da discoteca olham para a árvore de Natal, aquela que normalmente fica colocada em frente da Câmara Municipal. O orgulho dos católicos daquela cidade. Joy sem dizer uma unica palavra corre para lá, pega uma ovelha, trás para o carro e diz: -"Esta fica muito bem em minha casa". Baltazar riu, e foi buscar uma também... Eram ovelhas de barro, mas tinham 1m de altura.
Ainda bem que a vaca não cabia no carro!
Regressados a casa, ovelhinha colocada na varanda, e uma semana passada...
Era a última semana de aulas.
Tim vem com o jornal lá da cidade debaixo do braço para mais um encontro com o Joy e Baltazar,  e naquele momento olhando estupefacto para a varanda de Joy, diz:
- Meu Deus, Baltazar, lê o jornal?
E os 3 olhavam para o título do jornal perplexos, onde estava escrito a letras gordas, bem gordas;
"VANDALOS EM VILA REAL, NEM OS SANTOS ESCAPAM", bispo demonstra-se indignado com o furto das ovelhas do presépio.

Ps:Baltazar aproveitou a ovelha para a oferecer à mãe como prenda de Natal.



sábado, 16 de fevereiro de 2013

O Joy, o Tim e o Baltazar...


Era uma vez...
Três amigos inseparáveis, bem diferentes uns dos outros, mas todos eles têm incidentes, acontecimentos e episódios na vida real bem interessantes. Vale a pena relatar, ler, rir e pensar sobre a vida de grande adrenalina destes três camaradas.
Começo por vos falar do Joy. Ele é o aventureiro do grupo, pois vai sempre ao limite das situações. Passa-se cada aventura com este ser humano, muitas vezes chega a assustar e leva a perguntar se esta personagem ainda existe! Mete-se em cada filme...
Temos o Tim, o romântico, o medricas, o envergonhado e até muitas vezes o chamado “lamechas”, completamente o oposto do Joy, o mais frágil do grupo, não lhe adivinho grande futuro!
Por fim temos o Baltazar, “o racional”, frio e calculista, não suporta perder, tenho a impressão que nunca perde, ele é astuto, inteligente, frio e calculista. Seu grande problema é quando convive muito com o Tim, acaba por perder a frieza e deixar-se levar, fica com “pena”, pelo que conheço das histórias dele é o único sentimento que consegue ter no meio daquela cabeça(processador) maquiavélica e organizada de ideias. Quando sai com o Joy, o rapaz é invencível, fazem uma dupla, parecem “Pinto da Costa e o José Mourinho” juntos!
Aguardem pelas histórias deles... 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O inicio....

Hoje estava aqui a pensar, e depois de muitos conselhos, incentivos, e mais uma data de coisas que influenciam a mente humana, resolvi criar um blog! Para ser sincero não sei se vou mesmo escrever nele, ou tão pouco lhe vou dar alguma importância. Mas pronto, está criado!
Neste momento e se não mudar de ideias, quero fazer deste blog uma espécie de espaço para contar e descrever o melhor possível, episódios da vida de alguém, historias que editadas poderiam dar uma boa série!
Não pensem que todas estas historias são minhas, algumas talvez, outras nem de perto nem de longe, mas todas elas são verdadeiras, pelo menos eu acredito que sim!
E este é então, o primeiro "episódio de uma série" de "histórias" que tenho para vos contar...